paletes de madeira com cargas embaladas em película retrátil

Escolher a quantidade ideal de embalagem para o seu produto

Os produtos precisam de embalagens adequadas para evitar danos, mas ninguém quer gastar mais do que o necessário com embalagens. Tanto os responsáveis pelas decisões relativas às embalagens como os responsáveis pelas paletes beneficiarão de uma melhor compreensão dos custos a jusante da cadeia de abastecimento.

Nos últimos anos, as cadeias de abastecimento de produtos de consumo têm-se orientado para entregas mais frequentes e encomendas de menor volume. Esta abordagem permitiu aos retalhistas minimizar o seu stock em trânsito, promovendo simultaneamente uma melhor disponibilidade dos produtos – garantindo que os produtos que os clientes procuram estejam nas prateleiras. No entanto, esta estratégia coloca vários desafios.

As encomendas de menor volume podem obrigar os fornecedores a preparar paletes com vários SKUs para entrega nos centros de distribuição de retalho. Esta abordagem implica um manuseamento adicional durante a preparação da encomenda, bem como no centro de distribuição, quando essas mesmas encomendas são triadas e recebidas. Além disso, as encomendas das lojas de retalho, mais pequenas e frequentes, podem resultar num maior número de manuseamentos de caixas por parte do pessoal do centro de distribuição, uma vez que este se vê confrontado com o desafio de empilhar paletes de forma estável para a entrega nas lojas de retalho.

Segundo os especialistas, cerca de 90 % dos danos nos produtos na cadeia de abastecimento de bens de grande consumo ocorrem no centro de distribuição ou no ponto de venda. À medida que se avança na cadeia de abastecimento, há mais interações entre pessoas e produtos, o que aumenta a probabilidade de danos.

Então, qual é exatamente a quantidade ideal de embalagem para o seu produto? Em última análise, é a quantidade que resulta no menor custo total de embalagem. Veja o gráfico abaixo.

Custo da embalagem e danos no produto

A relação entre o custo da embalagem e a quantidade de embalagem é apresentada a branco, enquanto a interação entre o custo dos danos no produto e a quantidade de embalagem é apresentada a vermelho. O custo total da embalagem por unidade (a soma do custo da embalagem e do custo dos danos) é apresentado a roxo.

O custo mais baixo por embalagem situa-se no ponto de intersecção entre o custo e os danos. Neste ponto, cada cêntimo adicional gasto numa embalagem geraria uma poupança inferior a um cêntimo em termos de redução dos danos no produto. Por outro lado, reduzir o custo da embalagem em um cêntimo resultaria em danos adicionais superiores a um cêntimo.

Embora esta abordagem pareça óbvia, ficamos a questionar-nos por que razão os danos nos produtos continuam a ser um problema recorrente. Uma das razões poderá ser a falta de visibilidade sobre os danos na cadeia de abastecimento que ocorrem em fases mais avançadas do processo.

Se o design da embalagem não refletir todos os custos de danos do produto associados a uma embalagem, a decisão relativa à embalagem será subótima. Um design de embalagem subótimo deixa por explorar uma oportunidade de melhoria da cadeia de abastecimento.

Ao ter melhor em conta os custos reais, o custo dos danos no produto aumenta, resultando num novo ponto de intersecção — que exige um investimento adicional na embalagem, conforme ilustrado na Figura 2, abaixo.

Gráfico dos custos ótimos de embalagem

Outra forma de visualizar a otimização da embalagem é através do Modelo da Innventia AB (anteriormente conhecido como Curva de Soras), apresentado abaixo.

Modelo da Innventia AB

Quando um produto é embalado de forma insuficiente, os danos excessivos causam um impacto ambiental negativo. Quando um produto é embalado de forma excessiva, verifica-se igualmente um impacto ambiental negativo, resultante do consumo excessivo de recursos e da geração de resíduos.

Quando se trata de determinar se a sua embalagem oferece ou não a proteção ideal para o produto, é essencial um processo colaborativo na cadeia de abastecimento. Tanto no caso das embalagens como no das paletes, um feedback mais preciso da cadeia de abastecimento pode fazer toda a diferença.

Com acesso a informações mais precisas, os designers e os responsáveis pela tomada de decisões conseguem identificar melhor os custos a jusante, o que lhes permite escolher a melhor embalagem — ou palete — para o trabalho.

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